Um país se faz com homens e livros. Monteiro Lobato
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domingo, 11 de abril de 2010

Relatório XII

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL PROFESSOR ARNO NIENOW


A proposta do programa Gestar abriu um grande leque de ideias e reflexões acerca do trabalho com a linguagem em sala de aula. A partir das discussões sobre as propostas apresentadas nos cadernos e aplicadas, aprimoramos e qualificamos nosso trabalho com projetos.
Priorizando a leitura em sala de aula, a criação do projeto que apliquei nas turmas partiu da leitura e análise da obra de Cristina Porto, “Trabalho infantil: o difícil sonho de ser criança”. A seleção do título se deu em função da visita da escritora à Escola. Dentre as diversas atividades desenvolvidas, está a criação de uma paródia cujo tema seria o trabalho infantil. Os alunos reuniram-se em grupos de até 5 integrantes, criaram a letra, respeitando a estrutura do gênero poético, e pensaram em uma melodia que se adequasse ao ritmo e à cadência dos versos. Por fim, para o momento da apresentação, era permitido o acompanhamento de instrumentos musicais (os alunos do projeto de violão da Escola aproveitaram a oportunidade para mostrarem seu talento).
A proposta sugerida superou as expectativas. Além de se envolverem com afinco a ela, alguns alunos questionaram se iríamos, no próximo ano, repetir a atividade. Todo o projeto com a obra de Cristina Porto foi pensado cuidadosamente para valorizar questões que envolvessem a linguagem e seus mecanismos. Diferentes gêneros textuais foram contemplados; os alunos escreveram textos diversos e puderam divulgá-los em sala de aula.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Relatório VIII

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL PROFESSOR ARNO NIENOW

Relatório VIII

O trabalho que enfoca a argumentação e a linguagem, selecionado para ser descrito neste relatório, faz parte da Unidade 21 do TP6, Seção2: A tese e seus argumentos. A atividade é a de número 14.
Para iniciar o assunto, foi solicitado aos alunos que trouxessem algum texto publicitário de revista e/ou jornal para a sala de aula. Em um primeiro momento, a ideia foi permitir que eles falassem livremente sobre o texto, sob orientação e questionamentos da professora. Concluída a atividade, foi apresentado à turma o texto publicitário cuja linguagem verbal “Nada de futuro. Eu quero o meu presente” vem acompanhada de uma menina, fantasiada de vidente, com as mãos sobre uma bola de cristal e um baralho de cartas ao lado. Abaixo, a logomarca “aero shopping, o shopping do aeroporto”. Esse texto faz parte da primeira atividade da seção 1, que enfatiza a construção da argumentação. Foram aplicadas questões do tipo: Que significados assume a palavra “presente” no texto? Qual desses significados está mais ligado ao texto visual? Por que nenhuma das duas linguagens (verbal e visual) é dispensável no texto? Qual é o objetivo principal desse anúncio?
A tarefa de produção textual dos alunos consistiu em escrever um texto argumentativo que tivesse os mesmos objetivos do texto publicitário. A fim de motivá-los, a professora propôs que todos relacionassem assuntos polêmicos e permitiu que os alunos se reunissem em duplas durante 15 min para trocarem idéias e debaterem o assunto, elencando alguns argumentos. Após, cada aluno escreveu seu texto individualmente. Foi um atividade que surpreendeu pelo cuidado que os alunos demonstraram ao escrever: valeram-se de um vocabulário formal, organizado em frases coerentes e idéias bem fundamentadas.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Relatorio VII


ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL PROFESSOR ARNO NIENOW

Relatório VII

A atividade 17 da Seção 3 do TP5 foi a selecionada para dar continuidade ao trabalho com a progressão textual. A proposta consiste em desenvolver previamente uma dinâmica coletiva que proporcione suporte para a produção narrativa sugerida.
A motivação iniciou com a proposta de se criar uma história cujo assunto seria definido pela turma. Considerando que surgiram três assuntos diferentes, o mais votado foi aquele com o qual trabalharíamos: férias.
Inicialmente, foram distribuídas cinco tiras de papel a cada aluno, que deveriam ser preenchidas com as cinco respostas cujas perguntas estavam no quadro: a) O que aconteceu? b) Onde aconteceu? c) Quando aconteceu? d) Quem foram os envolvidos? e) Qual foi o desfecho da história?
Todas as respostas foram separadas e cada aluno deveria retirar uma resposta de cada pergunta. Após, de posse de todas as cinco respostas, foi sugerida a escrita de uma história. A narrativa deveria conter as informações das tiras, interligadas por mecanismos coesivos para que tivesse sentido.
A atividade causou um tumulto saudável na turma. Todos, após a retirada das tiras embaralhadas, queriam comentar com o colega as respostas sorteadas. Os alunos se envolveram na atividade e demonstraram entusiasmo no seu decorrer. A ideia de interligar as partes, valendo-se de elementos de coesão, gerou polêmica e desacomodou os alunos.
Escrever textos é uma tarefa árdua e considerada, pela maioria dos alunos, difícil. “Eu não sei escrever” é frase incorporada no vocabulário de muitos dos nossos alunos. Possibilitar atividades como essas permite um encontro prazeroso do aluno com a escrita. A proposta de redação desta Unidade resultou em textos narrativos muito bem desenvolvidos.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Relatório VI


Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Arno Nienow

Relatório VI

A Unidade do TP5, selecionada para ser desenvolvida em aula, corresponde à Unidade 18, que trata da Coerência textual e a seção a que pertence a atividade é a 3: As partes do todo.
Considerando o trabalho em andamento sujo objeto de estudo era a obra literária de Cristina Porto, Trabalho Infantil – o difícil sonho de ser criança, valemo-nos de uma HQ de Iotti, intitulada Criança esperança. O tema da história apresentada nos quadrinhos vem ao encontro do assunto abordado na obra de Cristina Porto; entretanto, sob o tom humorístico, característico de Iotti. O interessante da atividade, além de exigir a construção da coerência textual, é correlacionar gêneros textuais diferentes.
Em um primeiro momento, os alunos receberam o texto com as falas de quatro balões faltosas. A partir do contexto das imagens e dos balões cujas falas foram preservadas, os alunos deveriam redigir as falas dos balões me branco. A atividade despertou a concentração dos alunos, uma vez que a figura simpática da personagem Radicci já havia sido apresentada, em outra ocasião, a eles. Conhecer previamente a personagem e suas características foi aspecto importante para a construção do texto. Observou-se, a partir das produções, que os alunos conseguiram apreender o fio condutor da história; no entanto, foi complexo conferir o tom humorístico ao texto.
Após a leitura das produções dos alunos, a professora fez uma tentativa de apresentar a HQ na íntegra, com o auxílio do retroprojetor. Infelizmente, devido ao problema da lente do projetor, a HQ teve de ser apenas lida pela professora. O humor do texto não foi depreendido pela maioria, considerando sua complexidade. Então, juntamente com a turma, a professora orientou os alunos a atingirem a compreensão necessária.
Por fim, foi solicitada a redação de uma narrativa. A tarefa consistiu em transformar a linguagem de quadrinhos em um texto narrativo. Tal atividade não exige criatividade, tampouco atenção aos elementos que compõem esse gênero textual, uma vez que a HQ já oferece esses quesitos. Todavia, há de se ter um cuidado especial nessa transformação, uma vez que a idéia do texto deve ser transposta de maneira que ele se torne fiel à história ilustrada e que preserve o seu tom humorístico, elemento chave da HQ. Como sugestão, a professora orientou os alunos a, após concluída a redação, procurarem leitores para o seu texto que desconhecessem a HQ. Dessa forma, seria possível observar se o objetivo de preservar o humor do texto foi atingido. Caso não, teria de se refletir sobre quais mudanças teriam de ser feitas para esclarecer a história.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Encontro do Gestar - 14/10/09



O encontro ocorrido no dia 14 foi marcado por estudo teórico, troca de experiências e trabalho (o momento de descontração também teve seu espaço). Tudo isso para finalizar o estudo do TP5, que aprofunda a temática Coerência textual. Esses encontros estão proporcionando uma troca enriquecedora de experiências de sala de aula, além do surgimento de novas ideias a partir daquelas propostas nos TPs.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Relatório V

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL PROFESSOR ARNO NIENOW


Relatório V


Profª Sheila da Silva

A quinta proposta de trabalho aplicada teve como objeto principal o texto de Ruth Rocha, Admirável mundo louco. Antes de recorrer ao texto propriamente dito, foi solicitado aos alunos que tecessem hipóteses a respeito do título do texto. O título do texto sugere que tipo de história? Após alguns levantamentos, foi distribuída uma cópia integral do texto aos alunos e solicitada a leitura, como tarefa de casa.
A tarefa que se sucedeu, após a leitura, foi a elaboração de uma questão referente ao texto que, posteriormente, seria feita a um colega. Então, na aula seguinte, cada aluno escolheu um colega para responder à sua pergunta.
A atividade foi interessante, especialmente, porque a dinâmica exigiu maior envolvimento ativo da turma que contou com a interferência da professora para comentar algumas das questões.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Relatório IV

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL PROFESSOR ARNO NIENOW


Relatório 4


Profª Sheila da Silva

A quarta proposta de trabalho que contemplou nossas aulas pertence à Unidade 14 (O processo da leitura), Seção 1 (Onde está o significado do texto?) e propõe um estudo do texto “Nossas cidades”, retirado da revista Turismo em foco. Após leitura silenciosa e oral dos alunos, abriu-se espaço para comentários: dúvidas, impressões, reflexões... Em se tratando de alunos de 8º ano, foi possível, com algumas adaptações, fazer uso das questões sugeridas no TP4. O texto possibilitou uma discussão muito rica também acerca da nossa cidade.
No que refere à linguagem e ao gênero textual que se apresenta, surpreendeu-me observar nos alunos certa simpatia com o texto. Também facilmente perceberam a intencionalidade do texto e o objetivo do autor. Vale ressaltar aqui que a participação ativa de grande parte da turma impressionou. Penso que talvez a disposição das mesas em U tenha facilitado esse “bate-papo” acerca do texto.
A produção textual solicitada contemplou o anúncio publicitário. Em duplas ou trios, os alunos deveriam elaborar um anúncio publicitário para televisão, convencendo o telespectador a vir conhecer as maravilhas da nossa cidade. Os alunos concluíram que a nossa cidade, Dois Irmãos, é um lugar cujo perfil se enquadra naquele proposto pelo texto lido.
A atividade rendeu bons resultados, pois exigiu desinibição e criatividade.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Relatório III

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL PROFESSOR ARNO NIENOW

Relatório 3

Profª Sheila da Silva

A terceira proposta aplicada à turma pertence à Unidade 11 (Tipos textuais) e Seção 1 (Sequências tipológicas: descrição e narração).
Felizmente, essa proposta veio complementar um trabalho sobre descrição que solicitava aos alunos, através de uma dinâmica de produção textual, a escrita de um texto descritivo.
Inicialmente, um aluno foi convidado a descrever para o restante da turma um objeto qualquer, sem revelar o nome antecipadamente. Era através da descrição que a turma deveria identificar o objeto pensado. Foram necessárias poucas características para que a turma descobrisse de qual objeto se tratava; a descrição fora óbvia demais. O segundo aluno convidado já observou, com antecedência, que a descrição deveria ser mais “rica” nos detalhes e menos óbvia. Foi uma conclusão bastante importante para dar sequência à atividade. Por fim, fiz a leitura da descrição de dois objetos para que os alunos os identificassem. Analisamos ambos os textos e evidenciamos elementos importantes de uma descrição. Por fim, os alunos foram convidados a escrever um texto, descrevendo um objeto de grande valor pessoal. Nessa atividade, o desafio seria dar o maior número de informações possíveis sobre o objeto, identificando-o apenas na última linha do texto.
Chamou a atenção o entusiasmo com que a turma participou da atividade: a grande maioria se envolveu e os comentários do final da aula foram “Que tri!”, “Lê mais um, pssora”.
Na aula da entrega dos textos, chamou a atenção o expressivo número de alunos que, espontaneamente, leram os seus textos. E os demais, os ouvintes, ficavam concentrados na tentativa de identificarem o objeto descrito.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Relatório II

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL PROFESSOR ARNO NIENOW



Relatório 2

Profª Sheila da Silva


O presente relatório refere-se à Unidade 10, do TP3, seção 2 que propõe que o professor apresente à turma uma letra musicada e uma interpretação do texto. A análise deve contemplar diferentes aspectos, como tema, formas de expressão, construção de sentidos, idéias sugeridas e/ou explícitas. O texto apresentado foi Televisão, da banda Titãs; após copiarem a letra, os alunos ouviram a música. A música foi escolhida por estar relacionada tematicamente a um texto narrativo estudado em aula. Essa canção possibilitou estabelecer uma relação entre dois gêneros textuais distintos.
A exploração do poema foi feita coletivamente e, enquanto tecíamos os comentários, registrávamos no quadro-verde. Foram levantadas questões sobre sonoridade, estrutura do texto poético, os sentidos conotativos que o texto apresenta, as marcas da oralidade presentes no texto e a maneira como a televisão manipula as pessoas e as torna passivas. A maior discussão ficou por conta do tema abordado na canção e a maneira como o eu lírico o trata. Por fim, os alunos receberam uma frase de Groucho Marx: Acho a televisão muito educativa. Todas as vezes que alguém liga o aparelho, vou para a outra sala e leio um livro”. Os alunos puderam comentar livremente sobre as impressões causadas pela frase.
Por fim, em duplas, os alunos produziram uma resenha, organizando todas as informações discutidas sobre o texto. Foi nitidamente perceptível um maior envolvimento dos alunos a essa segunda proposta, especialmente no momento de discussão sobre o texto.

domingo, 21 de junho de 2009

Relatório I

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL PROFESSOR ARNO NIENOW



Profª Sheila da Silva


A proposta de produção escrita aplicada com a turma pertence à Seção 1: O conhecimento intuitivo de gêneros. A Seção sugere que cada aluno elabore sua própria biografia, na terceira pessoa.
Como atividade introdutória à produção textual, lemos uma biografia do Luís Fernando Veríssimo, autor cujos textos já tínhamos lido e discutido em aula. Após, os alunos ouviram a biografia apresentada na Seção 1 do TP3, de Carlos Drummond de Andrade. Finalizadas as leituras, tecemos comentários sobre as características observadas nesse gênero, observações que serviram para dar suporte na produção dos textos dos alunos.
Por fim, todos foram instigados a escrever a sua própria biografia, na terceira pessoa.
Considerando que as aulas de Português da semana ficaram comprometidas em função de um feriado e de um evento que ocorre anualmente na Escola (a Multifeira), a atividade foi desenvolvida em casa e não em sala de aula. Os resultados da produção pouco atenderam às expectativas e, talvez, isso se deva ao fato de a atividade não ter sido realizada em sala de aula, com o acompanhamento da professora durante o processo. Também há que se considerar que a turma, em grande parte das propostas avaliativas, apresenta, normalmente, baixo rendimento.
Na devolução dos textos, foi possibilitado aos alunos que lessem ou comentassem a sua produção. Como fato previsível, uma única aluna, após certa insistência, fez a leitura de seu texto.
A aplicação do projeto com esta turma se dá, justamente, por ser mais uma tentativa diferente de fazer com que os alunos aperfeiçoem sua produção textual e sintam-se mais motivados à prática da escrita e, inclusive, às aulas de Português.